Benefícios das atividades aquáticas no desenvolvimento motor de bebês






    A inserção de bebês no meio aquático tem obtido uma forte ascensão, devido à prevenção de possíveis distúrbios patológicos e por proporcionar benefícios sobre o desenvolvimento motor desses indivíduos, fazendo com que os pais se atentem cada vez mais em buscar esses efeitos benéficos aos seus filhos através de atividades como a natação, uma das mais praticadas por bebês (FERNANDES, 2011).

    As atividades aquáticas para bebês têm obtido grande crescimento, devido seus efeitos benéficos, onde os pais buscam proporcionar a seus filhos que eles aprendam o ato motor de nadar para a própria defesa quando estiverem em meio líquido e assim evitar possíveis acidentes. Além da melhora do desenvolvimento motor da criança, da capacidade cardiorrespiratória e todo seu sistema orgânico (CORRÊA, 2002).

    É comum atualmente a presença dos pais durante a prática de atividades aquáticas para bebês até que o mesmo acostume com o professor. Desta forma o bebê tem a oportunidade de aprender com segurança, confiança, transformando o medo do desconhecido em um ambiente alegre e prazeroso. É a inteligência emocional que através de atividades específicas, faz uma aproximação entre todos os bebês, seus familiares e o professor, este contato é de extrema importância para o desenvolvimento sócio-afetivo, já que se sabe que o controle emocional é basicamente formado aos dois anos de idade (FERREIRA, 2011).

    A excessiva dependência dos bebês aos seus pais faz com que esses sejam grandes influenciadores do seu processo de desenvolvimento motor. Através da estimulação ou privação da experiência de executar alguns atos motores, os pais interferem no desenvolvimento do bebê, as experiências, embora não pareça afetar a seqüência do aparecimento de habilidades motoras, afetam a época de surgimento de certos movimentos e a extensão de seu desenvolvimento (GALLAHUE e OZMUN, 2005).

    Por esses fatores de dependência dos pais as atividades aquáticas como a natação é de fundamental importância no desenvolvimento motor dos bebês, por dirigir-se ao estabelecimento do movimento, permitindo á criança a exploração e manejo do meio, através de atividades motoras, que contribuem para a estruturação do seu esquema corporal, por sua vez é um dos elementos da ação que traduz a psicomotricidade, convertendo-se dessa maneira em um elemento indispensável pela caracterização da personalidade da criança (LIMA, 2003).

    A prática da natação como atividade aquática predominante para bebês, está voltada ao aspecto lúdico propiciando orientar e facilitar a capacidade de explorar, de descobrir, de vivenciar, dando condições á criança de desenvolver a possibilidade de conhecimento e o uso do próprio corpo com certa autonomia e harmonia. Dessa maneira o ensino da natação esta baseada em uma infinidade de ofertas, de experiências sensório-perceptiva, e motora global que propiciam o desenvolvimento integral (MARTINS et. al, 2006).

    A importância da natação é evidente dentro de uma visão lúdica para bebês, é ser um espaço de experimentação, para que a criança vivencie situações de qualidade variadas, sensações de alternância de tensão e distensão, prazer e desprazer acompanhados da necessidade de expressividade motora, aprendendo a lidar com sucessos e insucessos. Esses diversos aspectos irão favorecer para que o bebê perceba seu próprio corpo a nível motor, cognitivo e afetivo (DAMASCENO, 1997).

    Dessa forma o desenvolvimento da respectiva pesquisa objetivou realizar um estudo exploratório, através da técnica de pesquisa de revisão de literatura, buscando identificar os benefícios e a influência das atividades aquáticas sobre o desenvolvimento motor de bebês.

Metodologia

    Através de um estudo de caráter exploratório, foi feita uma breve revisão em diversos periódicos na língua portuguesa e espanhola. E nos seguintes bancos de dados: Scielo, Bireme, buscando identificar estudos que relacionam os benefícios e a importância das atividades aquáticas sobre o desenvolvimento motor de bebês.

    Para o critério de inclusão foi selecionado estudos apartir dos anos de 1990 á 2011 buscando sempre estudos mais atuais sobre o tema do estudo. Estudos abaixo desses anos foram excluídos devido o estudo objetivar explorar informações recentes sobre o tema.

Revisão de literatura

Caracterização do desenvolvimento motor do bebê

    O desenvolvimento em seu sentido mais amplo refere-se a alterações no nível de funcionamento de um indivíduo ao longo do tempo. O estudo desse desenvolvimento identifica o que ocorre e como ocorre no organismo humano em sua jornada desde a concepção até a maturidade e depois a morte (GALLAHUE e OZMUN, 2005).

    Um dos principais elementos do desenvolvimento motor do bebê em quê se deve ser trabalhado é a coordenação motora que pode ser uma forma de lidar ou condensar as muitas possibilidades que o sistema motor permite então a estratégia para promover êxito nas tarefas motoras é criar ou possibilitar oportunidades para crianças praticarem as inúmeras possibilidades de seu sistema motor, ou seja, explorar a ampla liberdade que o sistema motor dispõem, tendo em vista as restrições do organismo, a fim de unir e reunir os diversos sub-componentes do sistema para responder as restrições do ambiente e da tarefa (DE ROSE JUNIOR et. al, 2009).

    A caracterização do desenvolvimento motor de bebês praticantes de atividades aquáticas envolve diversas áreas como: motricidade global, motricidade fina, linguagem, área cognitiva e autonomia social. Os pais têm grandes influencias no desenvolvimento dessas áreas motoras do bebê, podendo favorecer ou prejudicar esse desenvolvimento (MARTINS et. al, 2006).

    Os movimentos da primeira infância são reflexos e voluntários rudimentares. A fase reflexa inicia no período fetal e permanece como principal forma de movimento até aproximadamente um ano pós-natal, aos poucos, os reflexos são inibidos, sendo que alguns permanecem até aproximadamente dois anos. Os reflexos são movimentos involuntários controlados subcorticalmente, eles formam a base para as outras fases do desenvolvimento motor e têm a função de sobrevivência, auxiliando o bebê a buscar alimento e proteção (HAYWOOD e GETCHEL, 2004; PAYNE e ISAACS, 2008).

    Do nascimento até um ano, os reflexos do bebê são gradativamente inibidos dando espaço aos movimentos voluntários rudimentares. Estes movimentos são determinados pela maturação e obedecem a uma seqüência fixa de surgimento, porém o ritmo em que aparecem é variável e depende de fatores biológicos, ambientais e da tarefa. As habilidades motoras rudimentares são caracterizadas por movimentos estabilizadores, manipulativos e locomotores, necessários para a sobrevivência do bebê (GALLAHUE e OZMUN, 2005).

    Segundo Bee (2003) o recém nascido tem pouco controle da cabeça e do pescoço. A cabeça pende quando colocado em posição sentada ou em pé, neste período, o bebê é capaz de virar a cabeça para o lado. A sua visão permite focar um ponto a uma distancia de 20 cm e até o terceiro mês, é ineficaz para as habilidades manipulativas como alcançar objetos. O bebê, entretanto segura os objetos colocados em suas mãos de maneira reflexa (GALLAHUE e OZMUN, 2005).

    Ao longo do primeiro mês o bebê adquire um melhor controle da cabeça e do pescoço, então a vira para ambos os lados e consegue mantê-la ereta quando apoiada na base do pescoço. Já no segundo mês ele é capaz de levantar o queixo da superfície de contato e, aos poucos, levanta o peito (PAYNE e ISAACS, 2008).

    Os níveis de desenvolvimento motor considerado normal podem ser atingidos dependendo da severidade e duração da privação, quando oferecidas condições favoráveis. Uma doença grave ou baixo peso ao nascer podem influenciar no retardamento do crescimento e no desenvolvimento motor do bebê, porém, ele será capaz de atingir níveis semelhantes aos bebês da mesma faixa etária, quando as causas do comprometimento cessarem e for iniciada a intervenção apropriada (GALLAHUE e OZMUN, 2005; LINHARES et. al, 2003).

    Conforme Haywood e Getchel (2004) o desenvolvimento motor sofre influencias de fatores do individuo, do ambiente e da tarefa, então, uma limitação em um dos fatores determinantes do comportamento motor, terá como resultado um movimento limitado. Esta limitação de movimento é chamada de atraso motor.

    Inúmeros fatores de risco podem influenciar negativamente no desenvolvimento motor do bebê, tais como fatores socioeconômicos, ambientais, histórico familiar de atraso, problemas na gestação ou no parto, atenção primária a criança e nutrição (ZAJONS, MULLER e VALENTINI, 2008). A investigação de um atraso motor é feita através da observação do comportamento motor grosseiro (reações posturais, equilíbrio da cabeça, sentar, andar, engatinhar e ficar de pé) e fino como o uso das mãos e dedos na preensão do objeto e na manipulação do mesmo (COSTA, AZAMBUJA e NUNES, 2005).

Período indicado para o inicio das atividades aquáticas para bebês

    Antes mesmo de o bebê tentar deslocar-se fora da água, já o consegue dentro da água, porque ele fica muito leve, conseguindo assim, executar movimentos, que muitas vezes não consegue fora da água. Apesar de não haver comprovação científica a recomendação das atividades aquáticas para bebês é a partir dos seis meses (CORRÊA, 2002).

    Segundo Damasceno (1997) o bebê pode iniciar um programa de atividades aquáticas apartir do sexto mês, desde que esteja com todas as vacinas em dia e todo aparato de liberação através de exames médicos para que não possa comprometer a saúde do mesmo durante as aulas.

    A natação para bebês é indicada apartir do sexto mês devido os procedimentos de profilaxia de possíveis distúrbios patológicos, devido estarem na fase de inicio do seu desenvolvimento, dessa forma iniciar antes desse período pode ser arriscado desde que não se tenha todos os cuidados inerentes a prática da natação (MARTINS et. al, 2006).

    As atividades aquáticas são de fundamental importância para bebês apartir do sexto mês, onde o bebê começa ter alguns estímulos motores e reflexos de movimentos. Dessa forma as atividades podem contribuir para a melhora do seu desempenho motor durante esse processo de formação (LIMA, 2003).

    A prática de atividades aquáticas para bebês não tem um respaldo cientifico para quando iniciar, mais é mais seguro apartir do sexto mês que o bebê inicie atividades em meio liquido, por favorecer que ele não possa obter problemas motores futuros, devido à natação agir como pré-estimulo motor contribuindo para que o bebê execute seus movimentos espontaneamente em meio líquido (CORRÊA e MASSAUD, 1999).

    Conforme Moreno e Paula (2005) o bebê deve iniciar suas atividades em meio liquido através da natação apartir do sexto mês para que ele possa ter seus estímulos motores incentivados e preservados durante as aulas, além de proporcionar ao mesmo uma melhora na sua qualidade de vida.

Atividades aquáticas indicadas para bebês

    A natação é uma das atividades aquáticas mais indicadas para bebês, devido ser praticada de forma lúdica e recreativa, sem compromisso com as técnicas, para uma adaptação ao meio líquido. As restrições do ambiente são fundamentais para o desenvolvimento, programas motores interventivos tem sido implementados, destacando-se a natação para bebês (PAYNE e ISAACS, 2008).

    Conforme Ferreira (2011) a natação é uma das atividades aquáticas mais indicadas para bebês, devido seus inúmeros benefícios proporcionados e devido à prática ser facilitada não exigindo técnicas e movimentos de difícil execução, e principalmente pela fácil adaptação e aceitação dos bebês.

    A natação realmente é a atividade aquática mais indicada na melhora do desenvolvimento motor do bebê, principalmente por minimizar possíveis riscos de acidentes durante sua prática. Dessa forma o bebê além de ter uma aula agradável estará trabalhando várias áreas em que irá favorecer uma melhora no processo de aprendizagem motora (FERNANDES, 2011).

    A natação é uma das atividades aquáticas de maior predominância para bebês devido o aprimoramento das habilidades motoras, e a pelo fator da aula ser agradável favorecendo que o bebê execute alguns movimentos no meio aquático que ele não consegue realizar em solo (CORRÊA, 2002).

    Segundo Lima (2003) a natação é a atividade aquática de maior ascensão para bebê devido seus riscos de acidente ser minimizados, onde no meio líquido a criança tem menos riscos de ter quedas que possam causar danos a sua saúde como fraturas, e por proporcionar que o bebê realize movimentos espontâneos ajudando no seu desempenho motor.

    As propriedades físicas da água permitem que o bebê execute movimentos que muitas vezes não conseguem fora da água. Dessa forma os movimentos dos recém-nascidos parecem mais apropriados para o meio aquático do que no terrestre. Através da natação é possível que o bebê se desenvolva na água instintivamente devido ao grande período que permaneceu envolvido no líquido amniótico durante sua gestação (MORENO e PAULA, 2005).

    Essa prática aquática é mais indicada pelo fato de desenvolver no bebê maior segurança, aumentando o conhecimento e domínio do seu corpo, favorecendo a comunicação do bebê com o adulto e com as outras crianças, melhorando assim a qualidade de vida de um modo geral (MARTINS et. al, 2006).

    Acredita-se que atividades aquáticas como a natação seja apropriada para bebês pelo fator de profilaxia de futuros problemas motores, uma vez que agem como pré-estimulo motor, pois "antes mesmo da criança tentar deslocar-se fora da água já consegue dentro da água". Devido as propriedades físicas da água permitir que o bebê execute movimentos que fora do meio liquido ele não conseguiria realizar (CORRÊA e MASSAUD, 1999).

Contra-indicação de atividades aquáticas para bebês

    Atividades aquáticas como a natação é contra-indicada somente em caso de patologia do bebê como: gripes e inflamações que na maioria dos casos são passageiras. No caso de rinite (inflamação na mucosa nasal) alguns médicos aconselham a natação e outros não, há uma divergência sobre isso. Outro problema comum entre bebês é o cloro, no entanto está se começando a usar cloro orgânico ou sal no tratamento das piscinas, o que evita reações alérgicas (CAMUS, 1993).

    Alguns cuidados são inerentes a prática de atividades aquáticas para bebês como: o programa de vacinas da criança deve estar atualizado e é fundamental ter atenção as condições de higiene, segurança e conforto das piscinas, tal como a temperatura e o pH da água devendo estar, respectivamente, entre os 28ºC a 32ºC e os 7,2 a 7,8, e deve ser tratada preferencialmente por ionização através de raios ultra-violeta ou eletrólise de sal para permitir um baixo teor de cloro, deve se ter uma renovação de ar adequada para eliminação de cheiros e ar viciados (cloroaminas), deve haver número suficiente de objetos com diferentes cores, tamanhos e formatos, o horário da aula não deve ser coincidente com o da alimentação. Dessa forma, se esses cuidados não forem respeitados é contra-indicada a prática de atividades aquáticas para bebê (FERNANDES, 2011).

    É contra-indicada a prática de natação para bebês quando o mesmo apresenta alguma patologia, ou quando o bebê apresenta alguma alergia a substâncias contidas na água como o cloro, proporcionando irritação e estresse da criança durante o período de aula (LIMA, 2003).

    Segundo Corrêa e Massaud (1999) são contra-indicadas a participação de bebês em atividades aquáticas quando o mesmo apresentar insatisfação total e medo ao entrar em contato com o meio liquido, dessa forma a insistência pode vim a acarretar danos psicológicos ao bebê fazendo com que o mesmo não queira, mas fazer as aulas.

    Ao entrar em contato com o meio liquido o bebê jamais deve ser forçado a executar movimentos que não seja de seu agrado, ou que faça o mesmo chorar, para que ele possa explorar movimentos de maneira espontânea e de sua vontade. Caso contrário é contra indicada a participação do bebê nas aulas podendo prejudicar e desenvolver síndromes de medo e pânico no mesmo (MARTINS et. al, 2006).

Os efeitos benéficos das atividades aquáticas no desenvolvimento motor do bebê

    As atividades aquáticas como a natação proporcionam aos bebês benefícios físicos, orgânicos, sociais, terapêuticos e recreativos, melhora a adaptação na água, melhora da coordenação motora, noções de espaço e tempo, prepara o psicológico e neurológico para o auto-salvamento, aumento da resistência cardiorrespiratória e muscular. A natação ajuda também a tranqüilizar o sono, estimular o apetite, melhorar a memória, além de prevenir algumas patologias respiratórias (FERREIRA, 2011).

    São inúmeros os benefícios da natação para os bebês, mas se torna necessário o conhecimento dos mecanismos psico-fisiológicos que sua prática implica, de forma a podermos potenciar estes benefícios e evitar os possíveis perigos que dela porventura possam vim a ocorrer (MARTINS et. al, 2006).

    Os movimentos feitos na água proporcionam alguns benefícios conforme Corrêa (2002), como a baixa gravidade, onde na água até a altura do pescoço nosso corpo pesa apenas 10% do peso que tem fora da água, à resistência da água é maior do que a do ar fortalecendo a musculatura, o coração funciona com maior eficiência, quando nosso corpo se encontra submerso até o pescoço e em repouso o coração bombeia 32% mais sangue, melhora do condicionamento da capacidade respiratória devido à pressão da imersão aumentar em 60% o trabalho respiratório.

    Segundo Payne e Isaacs (2008) a prática da natação pra bebê proporciona o desenvolvimento do ser integral, nos aspectos cognitivos, emocional e social. Também é incontestável a eficácia da natação para a melhoria do aspecto físico e da postura essências para o processo de desenvolvimento motor do bebê.

    A prática de atividades aquáticas proporciona ao bebê melhorias em nível motor, tornando os bebês mais ativos e conseqüentemente beneficiando também o seu domínio cognitivo. A prática dessa atividade desenvolve a segurança, aumentando o conhecimento e domínio de seu corpo, favorecendo a comunicação do bebê com o adulto e com as outras crianças, e melhorando a sua qualidade de vida de um modo geral (SARMENTO, 2000).

    Segundo Damasceno (1997) as atividades aquáticas para bebês estimulam o processo de maturação e aprendizagem nos aspectos cognitivos, afetivo e psicomotor. Isso favorece o crescimento e o desenvolvimento do bebê através de atividades recreativas e educativas que despertam a observação e a curiosidade, incentivando a criança a descobrir e interpretar o mundo que a cerca. A criança apresenta a necessidade de adquirir o maior volume possível de habilidades motoras que irão garantir um desenvolvimento equilibrado e integral. As atividades aquáticas irão proporcionar uma maior abrangência de aprendizagem motora em que o bebê necessita durante seu desenvolvimento.

    Outro aspecto benéfico é o equilíbrio emocional, uma vez que se relaciona com outras crianças e outros adultos favorecem a socialização, a conquistar determinados objetos, favorece a auto-estima. A afetividade, já que a aula com o filho acaba sendo mais um momento de intenso convívio e troca de afetividade. Um dos principais exercícios realizados durante as aulas devem ser aqueles destinados a segurança dos bebês, tais como agarres e busca pelo apoio, incentivando o auto-salvamento, sem falar nos exercícios tradicionais como flutuação, respiração frontal e nado cachorrinho (LIMA, 2003).

    O bebê através de exercícios aquáticos respeitando seu desenvolvimento maturacional, neuromotor, fortalecerá a musculatura, colaborará com a lateralidade, equilíbrio, orientação espacial e coordenação motora ampla. Respeitando sua habilidade motora o bebê libera sua capacidade de movimentar-se e de criar, explorando seu corpo e o espaço ao seu redor (FONSECA, 1995).

    Conforme Fernandes (2011) atividades aquáticas como a natação pode contribuir na profilaxia de doenças do aparelho respiratório, na medida em que aumenta a resistência, com a inalação do ar em um ambiente úmido e quente como o da piscina, torna possível que a passagem do ar atinja as vias aéreas inferiores em melhor temperatura, umidade e limpeza, prevenindo com isso uma série de distúrbios aos pulmões, como acumulo de secreção ou irritação da parede brônquica provocada por frio.

    A parte de recreação aquática é de fundamental importância nas de atividades aquáticas, seja na forma de jogos cantados ou na iniciação dos fundamentos básicos, como o batimento de pernas e braços, ou mergulhos. Pois brincando os bebês tem uma melhor assimilação dos exercícios, e o mais importante, aprendem a associar a atividade física com prazer, fortalecendo a auto-estima e autoconfiança (LIMA, 2003).

Conclusão

    As atividades aquáticas para bebês têm obtido grande êxito, devido ser evidente seus benefícios. Um dos fatores de grande relevância para ascensão de bebês praticando a natação como atividade predominante é o incentivo dos pais, onde buscam essas atividades por motivos de segurança e prevenção de possíveis acidentes com seus filhos em ambientes aquáticos.

    A natação dessa forma tem sido a atividade aquática mais praticada entre os bebês, devido ajudar e explorar movimentos espontâneos da criança, além de estimular o mesmo a executar movimentos no meio líquido que em solo não o conseguiria realizar, proporcionando de uma maneira lúdica que o bebê se desenvolva de uma forma prazerosa e agradável.

    Dessa forma o presente estudo pode concluir que as atividades aquáticas são benéficas para o desenvolvimento motor dos bebês e de fundamental importância no processo de aprendizagem do ato motor dos primeiros passos, onde através da natação ele pode ter um ganho nas habilidades motoras devido à vivência de experiências variadas e a multiplicidade de movimentos espontaneamente realizados proporcionados pela ludicidade das aulas. Com todo esse aparato de incentivos a coordenação óculo-manual, a coordenação sensório-perceptiva, e a global faz com que o bebê observe ao redor seu corpo a nível motor, cognitivo e afetivo.

Referências

  • CAMUS, L. J. Las prácticas acuáticas del bebé. Barcelona: Editorial Paidotribo, 1993.

  • COSTA, D. I., AZAMBUJA, L. S., NUNES, M. L. Neurologia. In: FERREIRA, J. P. e col. Pediatria, diagnóstico e tratamento: avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. Porto Alegre: Artmed, 2005.

  • CORRÊA, C. R. F. Atividades aquáticas para bebês. 2ª ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2002.

  • CORRÊA, C. R. F., MASSAUD, M. G. Escola de natação: montagem e administração, organização pedagógica, do bebê á competição. Rio de Janeiro: Sprint, 1999.

  • DAMASCENO, L. G. Natação para bebês: dos conceitos a pratica sistematizada. 2ª ed. Rio de Janeiro: Sprint, 1997.

  • DE ROSE JUNIOR, D. e Cols. Esporte e atividade física na infância e na adolescência: uma abordagem multidisciplinar. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.

  • FERNANDES, A. Centro pediátrico de Telheiras. Disponível em: http://www.saudepublica.web.pt/Higiene/piscinap.htm. Acesso em: 01 Março, 2011.

  • FERREIRA, F. G. Natação para bebês. Disponível em: http//www.guiadobebê.com.br. Acesso em: 23, fevereiro, 2011.

  • FONSECA, V. Temas de psicomotricidade. O papel da motricidade na aquisição da linguagem. Cruz Quebrada-Lisboa. Edições F.M.H.–U.T.L. 1995.

  • GALLAHUE, D. L., OZMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3ª ed. São Paulo: Phorte, 2005.

  • HAYWOOD, K. M., GETCHEL, N. Desenvolvimento motor ao longo da vida. 3ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.

  • LIMA, E. L. A prática da natação para bebês. Jundiaí: Fontoura, 2003.

  • LINHARES, M. B. M., CARVALHO, A. E. V., MACHADO, C., MARTINEZ, F. E. Desenvolvimento de bebês nascidos pré-termo no primeiro ano de vida. Paidéia, v. 13, n. 25, p. 59-72, 2003.

  • MARTINS, M., MOREIRA, A., SILVA, A., AIDAR, F., NETO, J. T., VIEIRA, M. Caracterização do desenvolvimento de crianças (6-36 meses) participantes em aulas de adaptação ao meio aquático para bebês. Motricidade, v. 2, n. 2, p. 91-98, 2006.

  • MORENO, J. A., PAULA, L. Estimulación acuática para bebés. Revista iberoamericana de psicomotricidad y técnicas corporales. v. 20, p. 54-81, 2005.

  • PAYNE, V. G., ISAACS, L. D. Desenvolvimento motor humano: uma abordagem vitalícia. 6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.

  • SARMENTO, P. A experiência motora no meio aquático. Algés: Omniserviços, 2000.

  • ZAJONS, R., MULLER, A. B., VALENTINI, N. C. A influência de fatores ambientais no desempenho motor e social de crianças de periferia de Porto Alegre. Revista da Educação Física/UEM, v. 19, n. 2, p. 159-171, 2008.

POR

Alisson Padilha de Lima* **

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