A Influência da Natação no Desenvolvimento dos Aspectos Psicomotores em Crianças da Educação Infantil






INTRODUÇÃO

A natação é um estímulo tor e a adaptação ao meio líquido favorece estímulos psicomotores importantes. Através de atividades aquáticas pode-se obter uma ampliação do repertório motor além de auxiliar na maturação e levar à pessoa praticante do esporte a desenvolver capacidades motoras, afetivas e cognitivas e ampliar as possibilidades de sociabilidade e autoconfiança (CORREA; MASSAUD, 1999).

É inegável para Machado; Ruffeil (s/d) que a natação tem fundamental importância para a formação de personalidade e inteligência. Também as emoções são ligadas ao desempenho das atividades no meio aquático e estas podem influenciar positiva e negativamente no desempenho de seu praticante, cabe nesse sentido, ao professor de natação explorar habilidades de convívio que contemple emoções de alegria e altruísmo.

Outra característica da natação é o papel importante que esta tem sob a psicomotricidade. A natação, neste contexto, é um instrumento que favorece desenvolver aprendizagens que contribuem para a evolução do desenvolvimento motor, físico e social por ser uma atividade física que aperfeiçoam habilidades motoras múltiplas por meio de exercícios e brincadeiras.

Este estudo tem por objetivo apresentar os benefícios da natação trabalhada em conjunto com a psicomotricidade, onde os elementos psicomotores da natação ajudam nos resultados da aprendizagem da criança.

Nesse contexto, a importância da natação no desenvolvimento psicomotor, é poder melhorar capacidade física e habilidade das crianças nos anos iniciais, ajuda a desenvolver coordenação dos membros superiores e inferiores, agilidade, equilíbrio e lateralidade possibilitando melhora no desenvolvimento motor e no processo de aprendizagem.

Para os profissionais da educação a natação é atividade mais completa, pois tem uma quantidade menor de restrições e é um esporte de grande valor para o desenvolvimento físico da criança, se tratando da construção do esquema corporal e no desenvolvimento motor tem grande participação da construção do esquema corporal e no desenvolvimento de amadurecimento corporal.

Para a sociedade já não é mais só um lazer para a criança aprender a nadar, crianças na fase pré-escolar desenvolvem melhor e mais rápido, tem resultados satisfatórios na educação, saúde e lazer. A prática da natação ajuda a prevenção de crianças obesas, fundamental para uma vida saudável através de habilidades simples, que são feitas apenas dentro da água.

METODOLOGIA

Como metodologia optou-se por utilizar uma revisão de literatura e serviu como instrumento livros, artigos e monografias. Também serviu como instrumento de pesquisa sítios da internet como SCIELO e LILACS. O material selecionado visou, sobretudo, apresentar a realidade atual da prática de natação e a contribuição da prática desta atividade para a psicomotricidade, este material teve publicações entre 1995 a 2014. As palavras-chave que norteou a seleção do material foram: criança, fases de desenvolvimento, maturação, psicomotricidade, natação, ludicidade e desenvolvimento motor.

O período de coleta aconteceu entre fevereiro a setembro de 2016 e o material coletado foi analisado, estudado e revisado até que se chegasse às considerações finais de como é a natação, os fundamentos psicomotores que a englobam, propostas e estratégias pedagógicas desenvolvidas quando da prática de atividades aquáticas, bem como a sua contribuição para o desenvolvimento psicomotor na intervenção educacional em meio aquático.

Pelo exposto, pode-se assegurar que a natação é uma excelente atividade física para todos os públicos por ser uma atividade que favorece a melhora da capacidade cardiorrespiratória, os tônus, a coordenação, o equilíbrio, a agilidade, a força, a velocidade, desenvolve habilidades psicomotoras como a lateralidade, as percepções tátil, auditiva e visual, as noções espacial, temporal e de ritmo, sociabilidade e autoconfiança. E sendo ensinada de forma de forma lúdica, com atividades estimulantes, a natação busca mais que a técnica propriamente dita, de forma que essa atividade se torne prazerosa e busque o desenvolvimento integral da criança e lhes proporcione uma ampla serie de vivências corporais.

  1. NATAÇÃO 

Com prática em meio aquático e com histórico que vem desde a Grécia Antiga, a natação é considerada uma atividade física benéfica ao corpo humano por trabalhar diversos grupos musculares e articulações do corpo e desenvolver o sistema cardíaco e respiratório. Como qualquer atividade esportiva, antes de praticar, o indivíduo deve procurar orientação de um profissional da área e passar por testes de avaliação médica. A princípio a história aponta que a prática da natação acontecia em mar aberto ou em rios e a principal preocupação daquele tempo era a sobrevivência (GOMES, 2014).

A natação é muito difundida como atividade recreativa, na qual os nadadores entram na água apenas para diversão e como esporte competitivo. Piscinas artificiais, mares, lagos e rios são os palcos para esta atividade. É sabido que a natação ajuda também a melhorar a coordenação motora, além de ser recomendada para pessoas com problemas respiratórios, e é a única atividade física indicada para menores de 3 anos (CATTEAU; GAROFF, 1990).

  • Adaptação ao meio líquido

Para que a atividade de nadar aconteça é necessário propiciar uma relação de proximidade entre a água e o futuro nadador. Para ser um nadador é importante que o indivíduo deseje a água, veja a água e sinta a água, primeiro, para que elimine a rigidez muscular que é comum ao sentimento de medo da água (ROHLFS, 1999).

Depois de vencida a rigidez muscular, o próximo passo da adaptação ao meio liquido será a flutuação. A flutuação está relacionada ao relaxamento muscular que geralmente está associado ao bom estado mental, ausente, portanto, em situações de medo e ansiedade (BONACHELA,1992).

A respiração é o conteúdo essencial para o conforto no meio líquido e depende de uma adaptação, já que ocorre de modo diferente do habitual. Tanto a boca quanto o nariz encontram o meio aquático como obstáculo. A prática de exercícios específicos deve tornar a respiração regular, a respiração é considerada a "alma do aprendizado" da natação, pois, quando o aprendiz consegue dominá-la, ele se torna capaz de concretizar a etapa de iniciação dos estilos e daí evolui no aprendizado destes (GALDI, 2004).

Há também, para adaptação ao meio aquático, a propulsão, que é a capacidade de locomoção do corpo no meio aquático pela exploração de recursos próprios, e pela ação conjunta de membros superiores e inferiores. A propulsão é essencial para a execução dos nados (ROHLFS, 1999).

Em consideração ao posicionamento do tórax e o movimento de pernas e braços, são definidos quatro tipos de nados: crawl (nado livre), borboleta, peito e costas. Nas competições de nado medley, os nadadores devem nadar os quatro estilos na seguinte ordem: borboleta, costas, peito e crawl. As técnicas de cada um deles abordam tópicos que observam a posição do corpo na água, a movimentação dos braços e pernas, a respiração e a coordenação/sincronização de cada estilo (GALDI, 2004).

  • Estilo Crawl

Neste estilo, o nadador em decúbito ventral assume postura plana e horizontal na superfície da água, com o corpo. A principal característica do estilo Crawl é ser composto por movimentos alternados de membros superiores e inferiores estendido. Cabeça, ombro, tronco e pernas situam-se o mais próximo possível da superfície, o que evita aumento nas forças de atrito, que dificultam a progressão (GALDI, 2004).

A movimentação dos membros superiores, conhecida por braçada, corresponde a uma circundação anteroposterior, sendo caracterizada em dois momentos importantes: a recuperação, fase aérea, que compreende o momento entre a saída e a entrada dos membros superiores na água; e a propulsão, fase subaquática, responsável pela progressão do nadador (GALDI, 2004).

No início da recuperação, o cotovelo é a primeira parte do corpo a romper a superfície da água. Essa movimentação, quando realizada corretamente, garante entrada eficiente dos membros superiores na água. Nessa sequência, os dedos são os primeiros a tocar a superfície aquática seguidos pela mão, antebraço, braço e ombro. Quando tais segmentos entram na água, inicia-se a fase propulsiva da braçada, que se divide em duas partes: tração, que objetiva puxar a massa líquida e o empurre ou impulso, realizado pela extensão progressiva do membro superior, que em conjunto responde pelo deslocamento do nadador à frente (GALDI, 2004).

A ação básica dos membros inferiores, conhecida como pernada, é composta por movimentos alternados ascendentes e descendentes, no plano vertical. Destina-se essencialmente à estabilização e à manutenção do equilíbrio, e não à manifestação de força propulsiva (COUNSILMAN, 1984).

Devido à posição ventral, com imersão da cabeça e ação alternada dos membros superiores, a respiração ocorre de forma lateral. Como o próprio nome indica, nesse estilo o nadador permanece em decúbito dorsal, numa postura plana e horizontal à superfície da água e encontra na fase de recuperação, podendo ainda iniciar-se no final da fase propulsiva. À medida que este vai retornando para o interior da água, a cabeça retoma sua posição inicial, quando será efetuada a expiração (GALDI, 2004).

  • Estilo Costas

Nesse estilo o indivíduo posiciona-se em decúbito dorsal, numa postura plana e horizontal à superfície da água, com o corpo estendido. A cabeça é mantida em sua posição natural, ou levemente inclinada, com o queixo em direção ao peito, o que evita que o rosto seja coberto pela água. De igual forma que no crawl, as braçadas são alternadas, porém com circundação póstero-anterior e possuem as duas fases: propulsão e recuperação. Esta ocorre da seguinte forma: o movimento inicia-se com a saída do membro superior da água, estendido desde a altura da coxa, o qual é elevado pela trajetória semicircular. A velocidade de execução deve possibilitar a compatibilidade entre a fase propulsiva de um membro e a recuperativa do outro, sendo importante que sejam feitas com o mínimo de turbulência (GALDI, 2004).

A tração é feita com um dos membros superiores em imersão, ligeira flexão do cotovelo e profundidade moderada. É caracterizada pela submersão do braço e mão, esta flexionada "puxando" e em seguida empurrando a água em direção aos pés do nadador. Esse trajeto se segue até o final da fase subaquática, quando o braço e as mãos se estendem até, aproximadamente, a linha dos quadris (GALDI, 2004).

O ritmo do nado costas é muito semelhante ao crawl; alguns autores chegam até a caracterizá-lo como crawl de costas. Semelhante à pernada do crawl, a ação dos membros inferiores também responde pela manutenção da estabilidade do corpo na água, pois equilibra as oscilações e os desvios decorrentes de incorreções da braçada, participando, ainda, da propulsão do nado. Essa movimentação é realizada de forma alternada, com movimentos ascendentes e descendentes, no plano vertical. Pelo fato de o nadador se manter, permanentemente, com o rosto voltado para fora da água, não são observadas grandes dificuldades na respiração (GALDI, 2004).

O ritmo de uma inspiração a cada ciclo de braçada é o mais utilizado, ou seja, inspira-se na recuperação de um dos membros superiores e expira-se na mesma fase do outro. Tendo em vista que a coordenação total dos movimentos é obtida com prática constante, é preciso que se aprenda cada movimento de forma isolada, ainda que de forma não muito aprimorada, para posteriormente procurar unir os elementos em ritmo constante e correto. O ritmo do estilo costas é muito semelhante ao crawl, o que faz com que alguns autores caracterizem-no como o crawl de costas (GALDI, 2004).

  • Estilo Peito

O estilo peito é caracterizado como nado simétrico e simultâneo, ou seja, os movimentos realizados pelo lado direito do corpo são simultaneamente acompanhados por movimentos idênticos do lado esquerdo. Partindo da posição de decúbito ventral e estendida, com a cabeça entre os membros superiores; estes passam a orientar-se para trás e para fora, pela flexão do cotovelo, buscando apoio para que o tórax e a cabeça possam emergir e, então, possibilitar a inspiração. Nesse momento, a flexão continua até que as mãos passem por baixo da linha dos ombros e se encontrem sob o peito, quando os braços se fecham em direção ao tronco e são estendidos acima da cabeça (GALDI, 2004).

Assim como os superiores, os membros inferiores também partem de posição estendida sendo, posteriormente, flexionados, e os pés são submetidos à flexão plantar e à rotação externa. Em seguida, as pernas são estendidas e unidas de maneira vigorosa e os pés seguem a mesma movimentação, empurrando a massa líquida e permitindo o deslocamento (GALDI, 2004).

O peito é nado simétrico e simultâneo onde os movimentos do lado direito do corpo são acompanhados por movimentos do lado esquerdo. No peito a respiração realizada é a frontal e ocorre com o auxílio do tronco que, ao se elevar, em razão do apoio proveniente do movimento de puxada dos braços, faz a cabeça sair da água (GALDI, 2004).

  • Estilo Borboleta

O estilo borboleta, assim como o peito, resulta da execução de movimentos simétricos entre os membros, sendo também realizado em decúbito ventral. Inicialmente o corpo situa-se estendido com os membros superiores à frente, alinhados ao restante do corpo, na superfície da água. A cabeça permanece em seu posicionamento natural, de forma que o topo da cabeça do nadador possa ser visualizado (GALDI, 2004).

Devido à circundação simultânea ântero-posterior dos membros superiores, atribui-se a eles grande parte responsabilidade propulsiva do nado. Assim como nos outros estilos, a forma e a trajetória dessa movimentação permitem que sua ação seja descrita em duas fases: recuperação (aérea) e propulsão (subaquática), também diferenciada em duas outras etapas (GALDI, 2004).

A recuperação inicia-se com a saída dos membros superiores da água em posição estendida e as mãos posicionam-se na altura da coxa. O cotovelo é o primeiro a romper essa superfície seguindo levemente flexionado, arrastando consigo o antebraço e as mãos, que se mantêm relaxados. À medida que os membros são lançados à frente, o cotovelo e o ombro são estendidos. Uma vez submersos, os membros superiores iniciarão a tração; sendo o movimento direcionado para fora e para baixo até alcançar a linha dos ombros, quando a trajetória (GALDI, 2004).

Devido à ação propulsiva dos membros superiores, atribui-se a eles grande parte da propulsão do nado. Quando os membros superiores se aproximam do eixo sagital do corpo do nadador, inicia-se extensão progressiva, que caracteriza o empurre da fase subaquática (GALDI, 2004).

Nesse estilo, as pernadas também são no plano vertical e simultaneamente, mas diferentemente dos demais estilos, atuam de forma relevante para a propulsão do nado (GALDI, 2004).

O batimento das pernas assemelha-se ao movimento da cauda do golfinho: os pés estendidos e unidos fazem as pernas moverem-se como se fossem uma só, em movimentos ascendentes e descendentes. A última fase é mais potente, sendo acompanhada pela elevação dos quadris, enquanto a ascendente é menos vigorosa. Essa variação de força que acompanha o movimento das pernas é responsável pelo efeito de ondulação que o corpo realiza durante a ação do nado (GALDI, 2004).

São realizadas duas pernadas para cada ciclo de braços. A primeira é realizada logo que a fase de propulsão dos braços está sendo finalizada; isso contribui para um efeito de impulsão capaz de projetar o nadador à frente. A segunda ocorre após a nova entrada dos braços na água. Por isso enuncia-se que a inspiração seja feita durante o final da tração dos braços, pelo movimento de elevação da cabeça: é muito rápida, efetuada pela boca, indicando-se que pode ocorrer na frequência de uma ou duas braçadas, sendo esta possibilidade correspondente ao nível de desenvolvimento do nadador. A expiração se manifesta ao longo de toda a fase do nado em que a cabeça fica imersa (GALDI, 2004).

2 PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A Psicomotricidade na Educação Infantil é um meio de auxiliar o desenvolvimento das crianças, por meio de experiências motoras, cognitivas e socioafetivas indispensáveis à formação. Sendo assim, a Psicomotricidade envolve toda ação realizada pelo indivíduo e integra o psiquismo e a motricidade, visando um desenvolvimento global com foco em aspectos afetivos, motores e cognitivos que levam o indivíduo à tomar consciência do seu corpo por meio do movimento (ARAÚJO; SILVA, 2013).

A psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo e outros sujeitos (COSTA, p. 26, 2002).

Sabe-se que há fases fundamentais dentro do processo de desenvolvimento psicomotor infantil que é de grande relevância e para que se entenda os conceitos de Psicomotricidade na Educação Infantil é fundamental conhecer o processo de aprendizagem das crianças. É importante que o professor da Educação Infantil tenha consciência de que a criança atua no mundo por meio do movimento e cabe a este profissional conhecer o desenvolvimento motor e suas fases, para que seja capaz de propor atividades fundamentadas nos conceitos da psicomotricidade, criando currículos e projetos em que as crianças utilizem o corpo como meio para explorar, criar, brincar, imaginar, sentir e aprender (ARAÚJO; SILVA, 2013).

O professor assume então o papel de facilitador, permitindo à criança situações e estímulos cada vez mais variados, com experiências concretas e vividas com o corpo inteiro, trazendo a Psicomotricidade sob um olhar pedagógico e preventivo. Para tanto, os professores devem estar conscientes de que no processo ensino aprendizagem a educação pelo movimento é uma peça fundamental na área pedagógica (ARAÚJO; SILVA, 2013).

A criança deve viver o seu corpo através de uma motricidade não condicionada, em que os grandes grupos musculares participem e preparem os pequenos músculos, responsáveis por tarefas mais precisas e ajustadas. Antes de pegar num lápis, a criança já deve ter, em termos históricos, uma grande utilização da sua mão em contato com inúmeros objetos. (FONSECA, p. 89, 1993)

E por fim, Gonçalves (2011) afirma que,

Como se pode notar, a Psicomotricidade tem o objetivo de enxergar o ser humano em sua totalidade, nunca separando o corpo (sinestésico), o sujeito (relacional) e a afetividade; sendo assim, ela busca, por meio da ação motora, estabelecer o equilíbrio desse ser, dando-lhe possibilidades de encontrar seu espaço e de se identificar com o meio do qual faz parte. (GONÇALVES, p. 21, 2011).

2.1 Estágio do desenvolvimento psicomotor segundo Piaget e Wallon

É importante ressaltar que na Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem, toda obra de Henri Wallon e de Jean Piaget colocam em evidência o papel da atividade corporal no desenvolvimento de funções cognitivas. Wallon defende que o pensamento nasce para retornar a ele e Piaget que mediante a atividade corporal a criança pensa, aprende, cria e enfrenta os problemas (DOS SANTOS; COSTA, 2015).

Piaget (1896 – 1980) dedicou-se a Epistemologia Genética (desenvolvimento e conhecimento do ser humano) e é reconhecido pelo seu trabalho de organizar o desenvolvimento cognitivo em estágios e realizado a partir da observação de crianças. Nesta linha, Piaget procurou identificar como o homem constrói seu conhecimento, defendendo que as pessoas passam por estágios de desenvolvimento (CARRARA, 2004).

Fonseca (2008) assegura que para Piaget a inteligência seria o resultado de adaptações, nesse sentido seria por meio da experiência como ação que as pessoas passariam a transformar o mundo e a incorporá-lo, portanto pode-se afirmar que por meio da motricidade o indivíduo integra-se ao mundo exterior e o modifica, assim como a si próprio.

A adaptação para Piaget não era um processo passivo e sim um processo dinâmico e contínuo no qual a estrutura hereditária do organismo interage com o meio externo de modo a reconstituir-se, com vistas a uma melhor sobrevivência.

Na obra de Piaget, a motricidade tem um papel de suma importância para a construção da imagem mental, ou seja, na questão da representação. Para a formação dessa representação, Piaget observou que seria preciso que houvesse acontecido a experiência com a manipulação do objeto, ou seja, o movimento que se pratica transformando esse objeto por meio de processo sensório-motores. É um período que Piaget denomina como "inteligência prática", no qual a criança passa a imitar e representar situações as quais vivencia e que são interiorizadas como imagens mentais (FONSECA, 2008).

Estudando as estruturas cognitivas, Piaget descreve a importância do período sensório motor e da motricidade, principalmente antes da aquisição da linguagem, no desenvolvimento da inteligência. O desenvolvimento mental se constrói através de uma equilibração progressiva, uma passagem contínua de um estado de menor equilíbrio para ele, significa uma compensação, uma atividade, uma resposta ao sujeito, frente às perturbações exteriores ou interiores (DOS SANTOS; COSTA, 2015).

Henri Wallon (1879 – 1962) conhecido pelo seu trabalho sobre a Psicologia do Desenvolvimento, assegurava que o homem seria formado não somente por influência fisiológica, mas também por influência social e defendia que entre o indivíduo e seu meio há uma unidade indivisível, a sociedade seria uma necessidade orgânica que determina seu desenvolvimento e consequentemente sua inteligência (FONSECA, 2008).

Para Wallon a cognição está alicerçada ao que ele deu nome de campos funcionais: movimento, afetividade, inteligência e pessoa. O aspecto motor como aquele que se desenvolve primeiro serve tanto como atividade de busca de um objetivo como função de expressar algo em relação a outro indivíduo. A afetividade atua como uma forma de mediação das relações sociais expressadas pelas emoções, a inteligência relaciona-se com as questões de linguagem e do raciocínio simbólico e a pessoa como o campo que coordena os demais é responsável pelo desenvolvimento da consciência e da identidade do eu (FONSECA, 2008).

A questão da motricidade é muito forte na teoria walloniana e é compreendida como sendo um instrumento privilegiado de comunicação da vida psíquica. A criança que ainda não possui linguagem verbal, exprime por meio da motricidade suas mais diversas necessidades de uma forma não verbal e com aspectos afetivos de expressão de bem ou mal-estar (FONSECA, 2008).

Esclarecendo,

A motricidade contém, portanto, uma dimensão psíquica, e é um deslocamento no espaço de uma totalidade motora, afetiva e cognitiva, que se apresenta em termos evolutivos segundo Wallon sob três formas essenciais: deslocamentos passivos ou exógenos, deslocamentos ativos ou autógenos e deslocamentos práticos. (FONSECA, p. 15, 2008).

Deslocamentos passivos ou exógenos caracteriza-se pela absoluta dependência social. Dependência de fatores externos. Simbiose fisiológica é compensada por uma simbiose afetiva segura. A evolução motora é importante para a conquista tanto do mundo externo quanto do mundo interior. Os deslocamentos ativos ou autógenos são as reações próprias do corpo ao mundo exterior. Integração e produção de posturas e movimentos do corpo no espaço, incluindo a interação com o mundo dos outros e dos objetos. A motricidade é incoerente e pouco integrada emerge para uma motricidade mais coerente, produzindo sistemas mais fluentes e adaptados. Os deslocamentos práticos concretizam as aquisições dos primeiros hábitos sociais e que permitem as funções construtivas e criadoras e das aprendizagens psicomotoras. A integração sensorial agora se projeta na exploração e no conhecimento do mundo exterior e não no mundo interior do eu corporal. O movimento de relação e de interação afetiva com o mundo exterior, que projeta a criança no contexto social (CARRARA, 2004).

O desenvolvimento para Wallon é um processo onde a pessoa passa de um estado de profundo envolvimento com o meio no qual não se distingue e passa a reconhecer a diverso dele, esse desenvolvimento ocorre com a sucessão de estágios, oscilando entre afetividade, construção do eu e razão como forma de entender a realidade (FONSECA, 2008).

A teoria de Wallon possibilitou o início do pensamento psicomotor e a valorização do indivíduo de maneira integral, dando sugestões para muitos outros estudiosos que se apropriaram de seus conhecimentos e contribuíram para o desenvolvimento desse pensamento (FONSECA, 2008).

Sintetizando, para Wallon a atividade da criança começa por ser elementar e é essencialmente caracterizada por um conjunto de gestos com significados filogenéticos de sobrevivência. Entre o indivíduo e o meio há uma unidade indivisível. A sociedade é para o homem uma "necessidade orgânica" que determina o seu desenvolvimento e por tanto a sua inteligência. Antes da aquisição da linguagem, a motricidade, é, pois, a característica existencial e essencial da criança (CARRARA, 2004).

A motricidade ocupa lugar especial na teoria de Wallon. É a resposta preferencial e prioritária às suas necessidades básicas e aos seus estados e básicos e aos seus estados emocionais e relacionais. A motricidade na criança é, por isso, já nessa fase tão precoce, a expressão do seu psiquismo prospectivo. A motricidade é simultaneamente e sequencialmente, a primeira estrutura de relação e correlação com o meio, com os outros prioritariamente e com os objetos posteriormente. É a primeira forma de expressão emocional do comportamento pela motricidade, a criança exprime as suas necessidades neurovegetativas de bem-estar ou mal-estar, que contem em si uma dimensão afetiva e interativa que se traduz em uma comunicação somática não verbal. A motricidade contém uma dimensão psíquica, e é um deslocamento no espaço de uma totalidade motora, afetiva e cognitiva (CARRARA, 2004).

Wallon propõe uma série de estágios do desenvolvimento cognitivo. Porém ele não acredita que os estágios de desenvolvimento formem uma sequência linear e fixa, ou que um estágio suprima o outro. Para Wallon, o estágio posterior amplia e reforma os anteriores. O desenvolvimento não seria um fenômeno suave e contínuo, pelo contrário, o desenvolvimento seria permeado de conflitos internos e externos. É natural que no desenvolvimento ocorram rupturas, retrocessos e reviravoltas. Os conflitos, mesmo os que resultem em torno a estágios anteriores, são fenômenos geradores de evolução. A mudança de cada estágio se caracteriza por um tipo diferenciado de comportamento, uma atividade predominante que será substituída no estágio seguinte, além de conferir ao ser humano novas formas de pensamento, de interação social e de emoções que irão direcionar-se, ora para a construção do próprio sujeito, ora para a construção da realidade exterior (CARRARA, 2004).

A obra de Wallon mostra a importância dos movimentos no desenvolvimento psicológico da criança e contribui para o estudo do desenvolvimento motor da criança, em especial quando analisa as estratégias e os problemas do desenvolvimento psicomotor e mental da criança (NEGRINE, 1995).

As influências de Piaget são mais recentes e se inscrevem numa perspectiva psicopedagogia uma vez que a psicomotricidade nas suas origens nasce e avança dentro de uma concepção neurofisiológica interligada na neuropsiquiatria infantil (NEGRINE, 1995).

  1. NATAÇÃO E PSICOMOTRICIDADE

O movimento permite que a criança perceba as relações necessárias para o seu desenvolvimento motor e a relacionar-se com o meio em que vive. Na primeira idade da criança é fundamental proporcionar um ambiente adequado e com materiais diversificados como instrumentos facilitadores das ações permitindo a diversificação de experiências de movimento durante a exploração dos espaços ao seu redor (DOURADO, 2013).

Neste sentido, a psicomotricidade deve estar incluída em qualquer atividade aquática, devido às sensações importantes na busca da percepção corporal, organizando sensações recebidas através do meio líquido na qual está imerso e a transposição organizada desse movimento nesse espaço e nesse tempo (PENHA; ROCHA, 2010)

Ao aprender os movimentos por meio de atividades lúdicas e diversificadas são oferecidas maiores chances de otimização da aprendizagem motora da criança. A natação desenvolvida de forma lúdica possibilita a aquisição de habilidades motoras quando se vivencia situações desafiadoras. O indivíduo que passa por uma adaptação no meio líquido pode apresentar um desenvolvimento melhor com rendimentos maiores no seu comportamento motor e capacidades físicas. Pois por meio da natação, sua aprendizagem necessita de adaptações das estruturas de bases e das diferenças fundamentais do meio aquático e terrestre (DOURADO, 2013).

Como a natação é considerada um dos esportes mais completos e o que tem uma quantidade menor de restrições, a natação é um instrumento de grande valia para o desenvolvimento físico da criança. Também se pode afirmar que em se tratando do desenvolvimento motor, sua participação é clara referente à construção do esquema corporal e no desenvolvimento de amadurecimento corporal (DOURADO, 2013).

A atividade aquática pode ser praticada sem restrições desde o nascimento, beneficiando desde então o indivíduo, com o objetivo de promover a maturação do sistema nervoso, por meio de estímulos. Na prática psicomotora aquática, a liberdade de expressão e de experimentação de vivências, facilita a descoberta do corpo e das relações que ele pode oferecer. (PENHA; ROCHA, p. 36, 2010).

A psicomotricidade pode ser entendida como um meio de estruturar os elementos psicomotores e permite que o indivíduo conheça a si mesmo, o seu próprio corpo e o ambiente em que está inserido. Para que a criança alcance um bom grau de desenvolvimento psicomotor, ela precisa ter um bom domínio corporal, uma percepção auditiva e visual boa, uma lateralização definida, boa orientação espaço-temporal, coordenação fina entre outros comandos psicomotores. Quanto mais trabalhado for o seu desenvolvimento psicomotor, sua adaptação ao meio em que vive será muito melhor e significativa (DOURADO, 2013).

A prática psicomotora aquática dá uma liberdade de expressão e de experimentação de vivências para a criança, auxiliando na descoberta do corpo e das relações com o próximo. A natação, por meio da educação psicomotora motiva a realização de movimentos livres e prazerosos no meio aquático, e com isso estimula a criança a se conhecer melhor, exercendo de maneira mais simples suas funções de inteligência. E nesse sentido, ao trabalhar a teoria e a prática de forma indissociável é possível alcançar objetivos que irão possibilitar a melhoria de condições para o desenvolvimento da criança. Logo o papel do professor não é ser apenas um reprodutor do conhecimento e das aprendizagens mecânicas, mas sim um facilitador que dá possibilidades ao aluno que ainda não faz sozinho devido as suas limitações, respeitando sempre sua individualidade (PENHA; ROCHA, p. 08, 2010).

Estudos comprovam que a natação contribui não apenas para que o indivíduo aprenda a nadar, mas também para o seu desenvolvimento integral. Neste contexto, a natação contribui para o desenvolvimento da psicomotricidade com o auxílio de atividades lúdicas que favorecem o desenvolvimento nos aspectos físico, mental, afetivo e sociocultural (DOURADO, 2013).

Existem várias etapas no desenvolvimento da psicomotricidade como adaptação, estimulação, domínio e aprendizado, respeitando sua faixa etária, também são contemplados estímulos visuais, táteis e sinestésicos, esquema corporal e estimulação espacial. Tais elementos psicomotores possuem várias classificações, muitas podendo ser bem desenvolvidas na natação como a coordenação global ou motricidade ampla (DOURADO, 2013).

A psicomotricidade na natação, quando bem trabalhada, auxilia no desenvolvimento da lateralidade que consiste no domínio de um dos lados do corpo, onde os movimentos utilizados devem trabalhar os dois lados do corpo, ora o lado direito, ora o lado esquerdo, para que o indivíduo descubra a sua predominância. Por meio disto é determinado então o domínio funcional do corpo, conhecendo assim a sua lateralidade dominante, que pode ser o direito ou esquerdo, conhecido como destros e canhotos (DAMACENO, 1997).

A psicomotricidade vista pelo ângulo pedagógico facilita resolver dificuldades que se apresentam no dia a dia das crianças, numa relação entre pensamento e ação, englobando funções neurofisiológicas e psíquicas (PENHA; ROCHA, 2010).

Outra habilidade que pode ser explorada na natação é o equilíbrio que consiste na competência de manter-se em sustentação utilizando do corpo como base, em uma combinação harmônica das funções musculares, seja estando parado ou em movimento. Com o desenvolvimento adequado do equilíbrio o indivíduo terá uma adaptação melhor com todas as coisas que fazem parte de suas experiências diárias (DAMACENO, 1997).

Neste sentido a área do desenvolvimento motor tem por objetivo estudar as mudanças do comportamento motor ao longo da vida ou dos processos que são graduais, de acordo com a idade e também as bases importantes dessa mudança para o desenvolvimento como um todo (DOURADO, 2013).

A conclusão que se chega, é que a psicomotricidade, desenvolvida através da natação, tem uma dinâmica prazerosa através da ludicidade, atividades espontâneas, como jogos e brincadeiras, que facilitam e motivam as crianças no aprendizado e no desenvolvimento motor (PENHA: ROCHA, 2010).

O trabalho do profissional, neste contexto, é de suma relevância e este deve oportunizar a exploração das habilidades motoras estruturando o ambiente e adequando as atividades para que o indivíduo possa adquirir habilidades de forma natural e ocorra a maturação do desenvolvimento motor de forma progressiva ao passo que são obedecidos estágios específicos. Assim, a aprendizagem significativa é um dos desafios para o professor, que busca significado e sentido para as vivências de aprendizagem. Portanto, o profissional competente e inovador deve estar ciente da metodologia de intervenção adotada, conhecer cada ação, o conteúdo, as estratégias para alcançar os objetivos (DOURADO, 2013).

O papel do professor é proporcionar situações desafiadoras e intervir apenas quando necessário, deixar o indivíduo agir e compreender a organização das atividades desenvolvidas. Um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento do indivíduo é a intervenção, saber quando, como e por que intervir. E neste sentido, o professor deve ter sensibilidade diante das necessidades de cada criança respeitando sua realidade e assim mostrar a importância da qualidade do afeto nas relações corporais para uma melhor comunicação (FILHO, 2003).

Outra habilidade do professor em relação à psicomotricidade no meio aquático é deixar a água atuar e tornar rica a motivação da criança na água, que irá exigir mobilidade, curiosidade e experimentação para que manipulem e operem nela deixando ambas se encontrarem em reciprocidade, sintonia, possibilitando a descoberta de si próprio com e na água e com o contexto que a rodeia. Deixar a água atuar é proporcionar o seu desenvolvimento global, sua progressão no ambiente aquático empenhando seus pais nesse processo por meio da proximidade corporal, afetiva e perceptiva. Deixar a água atuar é possibilitar o desenvolvimento da criança na sua totalidade corporal, seguindo seu ritmo e sua maneira e não apenas reduzir às ações natatórias (DOURADO, 2013).

Assim, deve-se proporcionar formas e meios adequados que facilitam e possibilitam desenvolvimento e otimizem as potencialidades dentro água. As atividades desenvolvidas no meio aquático com crianças devem ser lúdicas, prazerosas, diversificadas, dinâmicas, com músicas, materiais diferentes para que a criança amplie suas informações de forma natural (LOPES, 2011).

A natação proporciona uma série de benefícios diante de fatores externos que fazem mal a saúde e trazem doenças respiratórias como asma, bronquite e obesidade infantil. E todos esses objetivos podem ser alcançados por meio do trabalho eficaz e eficiente desenvolvido pelo profissional e se resume apenas em aplicar as técnicas, mas tornar o convívio prazeroso neste ambiente. As crianças que tem contato com o meio aquático desde cedo tem maiores chances de desenvolver o aprendizado com maior facilidade e mais rápido, neste contexto, a natação infantil é instrumento fundamental para iniciar a educação física na criança e essencial para começar uma aprendizagem organizada. O que contribuirá para o desenvolvimento psicomotor e construção do esquema corporal e em sequência a integração e a maturação (PENHA; ROCHA, 2010).

A natação infantil contribui de forma significativa para o processo evolutivo psicomorfológico da criança, sendo assim ferramenta fundamental e indispensável para a sua psicomotricidade e iniciar a personalidade. A natação junto com a psicomotricidade e o trabalho lúdico são elementos fundamentais para o desenvolvimento da criança de forma mais fácil e natural (DOURADO, 2013).

Sendo assim, pode-se perceber a importância de trabalhar o desenvolvimento motor e a psicomotricidade nas aulas de natação, uma vez que estes contribuem diretamente para o desenvolvimento da lateralidade, equilíbrio, coordenação global, entre diversos outros. Outra grande contribuição da psicomotricidade está relacionada ao seu desenvolvimento na natação, haja vista que proporciona situações de lazer, recreação e saúde, colaborando para o crescimento e evolução das percepções, emoções e afetividade (DOURADO, 2013).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A natação é uma prática muito relevante para o desenvolvimento motor, físico e social de crianças, por se tratar de um esporte que busca trabalhar não somente técnica, mas habilidades motoras despertadas através de exercícios e brincadeiras, através da natação a criança se torna capaz de conhecer seu corpo e buscar desenvolver ao máximo sua capacidade motora, afetiva e cognitiva, explorando e vivenciando suas possibilidades, além de melhorar seu sistema cardiorrespiratório e corporal, além de ampliar suas possibilidades de sociabilidade e autoconfiança.

Este estudo possibilitou reconhecer que a natação é um recurso valioso no desenvolvimento de estímulos psicomotores uma vez praticada (a natação) com prazer, técnicas e criatividade que respeitem a maturidade e a capacidade de cada criança.

Reconhece-se que há diferenças significativas entre as atividades realizadas em meio terrestre e em meio líquido, não deixando de lado fatores ambientais e emocionais que interferem no desempenho motor dos indivíduos, no entanto apontamos para a necessidade de que novos estudos precisam ser realizados com vistas a investigar fatores que influenciam ou são limitantes quando se avalia o nível de desempenho em habilidades motoras na água.

Em face da contribuição da natação para o desenvolvimento psicomotor, ponto de investigação deste estudo, acredita-se ser importante incluir nas aulas de Educação Física das escolas de ensino regular esta modalidade, uma vez que são muitos os benefícios apontados pela prática da mesma.

REFERENCIAS

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COUNSILMAN, J. E. A natação: ciência e técnica para a preparação de campeões. Rio de Janeiro: Ibero Americano, 1984.

CORRÊA, C. R. F.; MASSAUD, M. G. Escola de natação: montagem e administração, organização pedagógica, do bebê à competição. Rio de Janeiro: Sprint, 1999.

COSTA, A. C. Psicopedagogia e psicomotricidade: pontos de intersecção nas dificuldades de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 2002.

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DOURADO, F. L. M. A contribuição da natação para pó desenvolvimento da psicomotricidade infantil. Luziânia: UNIDESC, 2013.

FILHO, P. G. A psicomotricidade relacional em meio aquático. Barueri: Manole, 2003.

FONSECA, V. Psicomotricidade, psicologia e pedagogia. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

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GALDI, E. H. G (org.) Aprendendo a nadar com a extensão universitária. Campinas: Ipes Editorial, 2004.

GALLET, A. Natação nos jogos olímpicos de verão de 2008. São Paulo: GAZETA, 2008.

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LOPES, V.C. Psicomotricidade e natação na infância. 2011. Disponível: http://edue,.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/viewFile/3855/2649. Acesso: 21 ago 2016.

MACHADO, B. R.; RUFFEIL, R. Natação e o desenvolvimento em crianças de dois a seis anos de idade. Belém: UEPA, S/D.

NEGRINE, M. A. Aprendizagem e desenvolvimento infantil – psicomotricidade: alternativas pedagógicas. Porto Alegre: Piodie, 1995.

PENHA, J. B. B.; ROCHA, M. D. L. C. A influência da psicomotricidade na educação infantil. Rio de Janeiro: Universidade Candido Mendes, 2010.

ROHLFS, I.C.P. M. Aprendizagem em natação. Belo Horizonte: FAM, 1999.


POR

Raphaella Khareniny Fernandes de Melo Borges

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